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Roda da Primavera

em 24 de setembro de 2015

Roda da Primavera

No fundo da terra, dormindo e sonhando, uma sementinha está descansando.
Ploc ! ploc ! ploc!

Bem nas costas da semente gotas de chuva foram cair.

Divina semente já é hora de acordar !
Um belo jardim você irá enfeitar !
Desenrolando, estirando, novas hastes vão crescendo.
Seu precioso tesouro agora guarda um botão.
Uma fadinha delicada no jardim vai passear.
Com a varinha mágica: plim !
Os botões vai despertar .
Os botões pequenininhos vão se abrindo devagar.
Desabrocham lentamente, suas pétalas vão mostrar.
Aparecem lindas flores coloridas perfumadas,
Enfeitando o jardim com suas pétalas delicadas.





Imagem> Pinterest

Clima floral....

em 18 de setembro de 2015
Primavera está chegando e as energias renovadas começam a brotar em nós, assim como as flores.


Que tal levar essa energia toda para dentro de casa!
A ideia é não gastar muito, reaproveitar o que já temos em casa ou investir em peças chaves que dão um ar de frescor e primaveril.



INSPIRAÇÃO

Acessórios como almofadas e abajour 

Paredes de tecido ou papel de parede

Quadros revestidos ou bastidores com tecidos

Arranjos com flores naturais ou artificiais

Na cozinha: Mesa com toalhas, panos de pratos e cortininhas


Essas e outras imagens estão disponíveis nos painéis do Pinterest:

ESTAMPAS FLORAIS│ e │PRIMAVERA


beijos floridos....



Primavera!

em 17 de setembro de 2014


Primavera

Antes do teu olhar, não era,
Nem será depois- primavera.
Pois viemos do que perdura,
Não do que fomos. Desse acaso
Do que foi visto e amado - o prazo
Do Criador na criatura...
Não sou eu. Mas sim o perfume
Que em ti me conserva e resume
O resto, que as horas consomem.
Mas não chores, que no meu dia
Há mais sonho e sabedoria
Que nos vagos séculos do homem.

Cecilia Meireles



Setembro chegou!!!

em 3 de setembro de 2014
Loucura, loucura, loucura (como diz Luciano Hulk)!

O mês de setembro já deu o ar da graça e eu consegui passar só hoje por aqui para dizer que:

- O ano está passando depressa já estamos em setembro, conclua dentro do possível algumas metas;
- Sua casa merece uma atenção especial neste últimos meses do ano!
- Que tal colocar mais cores e flores na sua vida, tenho certeza que você não se arrependerá.

Planejei para este mês vários post sobre a primavera...a estação mais florida do ano.

Iniciando no post de hoje: 

GERBERAS...
... Da família do girassol e margaridas;

.... Se adapta bem em climas temperados.

...Seu caule "oco" não suporta ficar submerso por completo na água, necessitando apenas um pouco de água no recipiente.

... Sempre com cores vivas e brilhantes servem para encher o ambiente de energia positiva e jovialidade.

.... Populares estas flores podem ter quase tantos significados como as cores que apresentam.

... Branca - simboliza a pureza e inocência de criança; a beleza da vida e energia positiva da natureza.

.... Elas também podem significar sensibilidade, sensualidade, nobreza, amor, alegria e simplicidade apreciando as gérberas rosas.  ... em algumas ocasiões em congratulação ao sucesso as vermelhas não deixam dúvida quanto a sua presença.


  

Bom mês de setembro!!!! Boa primavera !!!!

MUG HUG (peça de crochê)

em 27 de outubro de 2011
MUG HUG -  é um jogo americano menor. Substitui o uso do prato e o pires! E pode  também pode ser usado na decoração.

Vejam que complemento para um vasinho simples. Podemos encontrar esse modelo de flor Kalanche em qualquer hipermercardo, feira, loja de 1,99 etc... O preço varia de 1,00 a 2,50.
A ideia da peça de crochê - o MUG HUG como aparador de vaso foi de uma cliente do site tudo de bom -  cupcakehortelã.




créditos

PRIMAVERA - por Cecilia Meireles

em 23 de setembro de 2010
Primavera

A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.


Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.


Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.


Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.


Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.


Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.


Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvi¬dos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.


Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.


Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.






Texto do livro: "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998.